| Diário de Lost: 1ª Temporada (Parte 2) | ||||
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Este episódio pode não ter sido tão bom a nível de acção e adrenalina como os anteriores, mas sendo eu um grande fã da personagem Jack seria de esperar que adorasse este primeiro contacto dele com os flashbacks. O que me fascina tanto em White Rabbit é que ele é um dos episódios mais importantes para a evolução de Jack no seu papel de líder, pois tal como vimos no começo do episódio, esta não é uma função que lhe dê prazer ou vantagem, muito pelo contrário. Também é aqui que aparece definitivamente Christian Shepard, que na verdade está morto, mistério este explicado na recta final da sexta temporada. Aquele cena entre Jack e Locke é simplesmente fenomenal, e é por isso que eu estou a adorar rever a série. Saber que o Jack se tornou um homem de fé e que no final da sua vida dava razão àquelas palavras de Locke sobre a ilha ser especial é simplesmente fantástico. Que duas personagens bem construídas…! Nota: 8.3
Centrado no casal de coreanos, este é, certamente, um dos episódios mais fracos desta temporada de estreia. Apesar de se ver bem (qual o episódio de Lost que não se vê bem? Até o Stranger in a Strange Land eu vejo bem…), não é um episódio que tenha muito desenvolvimento de personagens, aliás, uma das únicas coisas que se pode aproveitar de jeito é o mistério dos esqueletos, que se veio a verificar muito importante no episódio 15 da sexta temporada da série. Já agora, para quem já viu este episódio depois de ter assistido a Across the Sea, repararam que Jacob enterrou os corpos juntos mas neste episódio estavam separados? Será que alguém os separou ou apenas um erro de continuidade? Apesar de achar ser mais a segunda hipótese, é algo que não me faz diferença nenhuma porque erros deste género são normalíssimos em séries, e não mudam em nada a visão que temos da história. Enfim, um episódio sobre os coreanos mas que soube a pouco, sendo que o melhor nem veio da parte deles. Nota: 6.8
Passando de Jin e Sun para Charlie, nota-se uma boa melhoria em relação ao episódio anterior. Muito acarinhada pelo público, talvez por ter tido uma das mortes mais cruéis e emocionantes da série, Charlie é o primeiro dos sobreviventes a conseguir encontrar a sua verdadeira redenção na ilha, tudo graças à ajuda de dois homens com ideias completamente opostas: Jack e Locke. Adoro episódios metafóricos, onde ideologias e sacrifícios são postos à prova, assim como a ironia do destino. Outra coisa que me fascina em Lost além daquilo tudo que já disse no Portal é a forma como os argumentistas conseguiram pegar em problemas já bastante batidos em séries e explorá-los de uma forma que foge totalmente dos clichés habituais. Por exemplo, a tal ironia que falava, referia-me claro ao facto de Charlie ficar viciado em heroína por causa do seu irmão, mas quando este se cura é o músico mais novo que fica drogado e com a sua vida estragada. Nota: 7.4
Nunca fui de gostar muito dos episódios do Sawyer. Eu gosto bastante da sua história de infância e da forma como a relacionaram mais à frente com o pai de Locke, mas os episódios dele, principalmente da terceira temporada, sempre foram um bocado aborrecidos na minha opinião. Mas como este foi o primeiro flashback de Sawyer e é nele que vemos a humanização do mesmo, quando ele olha para o pobre menino que lhe fez lembrar a si próprio vinte anos atrás, eu até que gosto deste episódio. A cena de tortura dele e Sayid está muito boa pois mostra que naquele grupo de sobreviventes não existe nem maus nem bons, mas sim pessoas reais que lutam para sobreviver mais um dia naquela maldita ilha. Este episódio marca uma transição muito importante para o futuro da série, que é o abandono de Sayid do acampamento que vai resultar, como todos sabemos, num rapto bastante interessante por parte de Rousseau. Mal posso esperar para vê-la outra vez! Nota: 7.5 |
| Última atualização ( Seg, 06 de Setembro de 2010 19:18 ) |



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